10 filmes sobre Inteligência Artificial

Olá!

Esse será um post diferente dos demais, afinal de contas, não é só de fazer código que uma pessoa vive.
A temática de Inteligência Artificial está presente no mundo cinematográfico faz tempo. Filmes como Matrix, Exterminador do Futuro e Blade Runner foram grandes sucessos explorando justamente esse tema e nos fizeram olhar para a área de IA com desconfiança e medo.
Selecionei 10 filmes sobre Inteligência Artificial e Análise de Dados capazes de inspirar, ensinar e provocar reflexões.
Espero que curta a lista e se conhecer um filme maneiro que não está aqui, é só deixar o nome nos comentários.

O jogo da imitação (2014)

Esse filme conta a história de um dos personagens mais importantes na computação, Alan Turing. A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo britânico montou uma equipe de acadêmicos com objetivo de decodificar as mensagens que os Alemães Nazistas enviavam a seus submarinos através da máquina chamada de Enigma.
Para todos os interessados em história da tecnologia, vale pesquisar mais sobre a figura de Alan Turing. Ele foi um dos pioneiros no campo da inteligência artificial, propondo entre outras coisas, o famoso teste de Turing, o qual avalia se um sistema poderia exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano. Em sua homenagem, foi criado o Prêmio Turing, o equivalente ao Nobel para a área da computação. Reza a lenda que a Apple (“maçã”) de Steve Jobs teria sido batizada em tributo a Turing, que por conta da depressão acabaria cometendo suicídio comendo uma maçã contaminada com cianureto.

AlphaGo (2017)

Este documentário conta os bastidores de um dos feitos mais relevantes na área de inteligência artificial nos últimos anos, a batalha entre o campeão mundial de Go e o sistema inteligente desenvolvido pela Deep Mind, empresa adquirida pelo Google em 2014.
O Go é um milenar jogo de tabuleiro chinês e ofereceu um grande desafio aos desenvolvedores da Deep Mind por conta do caráter intuitivo que as jogadas possuem. Se um programa pode calcular todas as jogadas possíveis em um jogo de xadrez e escolher a melhor, no Go essa estratégia não funciona. É necessário que o jogador confie em sua experiência e tente prever as atitudes de seu oponente. O filme nos leva a refletir o quão rápido os sistemas inteligentes estão superando os humanos em diversas tarefas, mesmo nas que exigem criatividade, como o jogo Go.

Ex – Machina (2015)

Esta obra de ficção científica levanta uma série de questões éticas que vão desde moralidade no uso de uma tecnologia até mesmo afetividade e sexualidade.
No filme, o personagem Caleb é um programador na empresa Bluebook, motor de busca mais usado no mundo (qualquer semelhança com o Google não é mera coincidência). Ele é escolhido para visitar a casa do excêntrico CEO da empresa, Nathan Bateman, que está trabalhando em um avançado projeto de humanóide.
Nathan revela para o Caleb que ele usou informações de bilhões de usuários do Bluebook, gravando buscas e dados de celulares para gravar expressões e linguagens corporais das pessoas para dotar o robô chamado de Ada com um comportamento mais realista.
A trama acontece focando no relacionamento entre Ada e Caleb e no teste de Turing que Nathan pede para o programador fazer junto ao robô.

Eu, robô (2004)

Esse filme, que conta com a participação de Will Smith, foi inspirado no livro de mesmo título do grande escritor, Isaac Asimov, muito conhecido pelas suas obras de ficção científica.
A história é baseada nas três leis da robótica, criadas pelo próprio Asimov. Nos contos da série (o livro Eu, Robô é constituído por diversos contos) são criadas diversas situações complexas envolvendo tais leis e suas implicações no relacionamento entre humanos e robôs.
No filme, a história se passa no ano de 2035, onde robôs existiam para servir os humanos. O detetive Del Spooner (Will Smith) é chamado para investigar a morte de um velho amigo, o Dr. Alfred Lanning, um funcionário da US Robotics. Todos acreditam que Lanning tenha cometido suicídio porém, o personagem de Will Smith tem fortes razões para desconfiar que seu amigo tenha sido assassinado por um robô, tal circunstância violaria uma das três leis da robótica.

O homem que mudou o jogo (2011)

Esse filme não é sobre inteligência artificial em si mas sobre análise de dados, que também é um tema muito recorrente no mundo da tecnologia (Data Science ta ai né).
A obra é baseada no livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, de Michael Lewis, que por sua vez é baseado na história real de Billy Beane, gerente geral do time de baseball do Oakland Athletics.
No filme, Billy é responsável por implementar técnicas de análise de dados ao jogo de Baseball, com o objetivo de potencializar o desempenho de seu time. Com essa estratégia, ele foi capaz de obter um excelente resultado na temporada mesmo tendo a disposição um time com jogadores de performance questionável.

Her (2013)

Esse filme pode ser considerado um alerta para um futuro não muito distante. Já pensou em se apaixonar por um “robô”?
Essa obra não introduz nenhum conceito de ficção científica mas faz uma abordagem pouco usual sobre o relacionamento entre humanos e máquina. Na história, Theodore, um escritor solitário de meia ideia, acaba comprar um novo sistema operacional para seu computador. O software (dublado pela Scarlett Johansson) é um avançado assistente pessoal (como a Siri e o Google Assistent) e da interação entre ambos, surge um relacionamento bem íntimo e Theodore acaba se apaixonando.
O filme nos faz perguntar se a constante análise dos nossos dados pode ser capaz de nos manipular ao ponto de nos apaixonarmos por uma máquina. Vale ressaltar também a boa contextualização do filme a partir da nossa própria realidade tecnológica.

Chappie (2015)

Essa é mais uma ficção científica que nos leva a refletir possíveis impactos que os robôs terão na sociedade.
A história se passa em um futuro próximo, onde a polícia de Joanesburgo, África do Sul, é reforçada com a inclusão de robôs combatentes, ou seja, máquinas capazes de matar sem interferência de um ser humano no controle.
Em dado momento do filme, o criador desses robôs-policiais consegue desenvolver o que chamamos de IA geral (um sistema com capacidade de aprender sobre qualquer assunto) e carrega tal sistema em um de seus robôs (Chappie). Esse android acaba sendo roubado por criminosos e é “ensinado” a roubar. A trama vai se desenvolvendo em torno do que o Chappie aprender a fazer.

Minority report (2002)

Outra obra de ficção científica questionando o uso de um tecnologia. O história se passa na cidade de Washington, capital dos EUA, que está livre de crimes a anos graças a um sistema de monitoramento de pessoas. Esse sistema de controle foi capaz de diminuir o índice de violência fazendo uso de previsões baseadas em um diversa gama de dados sociais.
São exatamente essas análises preditivas que avisam as autoridades que determinada pessoa irá cometer um crime. E assim, a polícia tem tempo de agir e impedir que o crime aconteça de fato.
O filme não é exatamente sobre Inteligência Artificial mas desperta algumas reflexões sobre o uso de dados.

A.I. Artificial Intelligence (2001)

O maior clássico dessa lista é uma obra de Steven Spielberg e possui referências ao conto do Pinóquio.
O filme se passa no futuro e mostra as complicadas relações sociais entre seres humanos e robôs. A história é focada na família Swinton. Eles têm um filho adotivo, o robô David, que é amado por sua mãe, mas nem tanto por seu irmão, que é humano.
A trama trabalha muito bem as questões éticas envolvendo a Inteligência Artificial, especialmente a humanidade presente nessas máquinas.

Transcendence – A revolução (2014)

Esse filme, que conta com Johnny Depp e Morgan Freeman, une computação quântica e nanotecnologia à inteligência artificial.
Na trama, o Dr. Will Caster (Johnny Depp) é um grande pesquisador no campo da IA e vem conquistando grandes avanços na área. Esses avanços o tornam o principal alvo de extremistas anti-tecnologia, que, por medo do trabalho do Dr. Caster, tentam mata-lo e destruir suas criações.
A partir desse ponto ele. leva a tecnologia a um patamar totalmente novo, com objetivo de salvar sua própria consciência.
Um dos grandes receios da humanidade é retratado no filme, a singularidade (que o personagem de Depp chama de transcendência), que é quando a tecnologia supera o ser humano.

Obrigado por acompanhar mais um artigo do blog! 🙂

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